Flamengo confirma que disputará a Superliga B Feminina de Vôlei em 2019

Ideia é reforçar o time sub-20 com atletas-chave de cada posição

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Atletas juvenis formarão a base da equipe rubro-negra principal | Foto: Divulgação/Olympico Club.

O ano de 2017 ainda nem terminou, mas o departamento de Esportes Olímpicos do Flamengo já trabalha nos bastidores para divulgar em 2018. A principal dela é a montagem de um time adulto para brigar por vaga na Superliga Feminina de Vôlei, desejo antigo de torcedores, dirigentes e das equipes de base. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (21) ao @iFlamengoNews, pelo vice-presidente da pasta, Alexandre Póvoa. Com este objetivo, o clube será inscrito na Superliga B, unindo as pratas da casa com reforços importantes. A participação no torneio de acesso acontecerá em 2019, pois a tabela da próxima temporada já foi definida.

— Independente de patrocínio, que estamos correndo atrás, já existe uma provisão no orçamento. Portanto, vamos participar da Superliga B com uma equipe feminina — afirmou Póvoa. — O projeto é para a temporada 2018/2019. Tomamos essa decisão no final de novembro; para a atual Superliga B nem daria tempo, o projeto não seria estruturado.

A iniciativa de recriar o time adulto feminino foi colocada em prática com a equipe masculina no ano passado. Porém, sem êxito. Com três derrotas e apenas duas vitórias na Superliga B 2016, o jovem time do Flamengo, que foi reforçado pelo oposto/central Jardel, entre outros atletas, não passou da primeira fase. O treinador foi Arly Cunha, que conhece a base como poucos. Havia expectativa por nova investida neste ano, mas o clube não esteve entre os inscritos na segunda divisão do torneio nacional.

Foto: Reprodução/Blog Livro Nação.

No vôlei feminino, o Fla já disputou seis edições do Campeonato Brasileiro, três delas já como Superliga. A última participação aconteceu na temporada 2005/2006, encerrada nas quartas de final, frente ao campeão Rio de Janeiro. Entretanto, a melhor campanha ocorreu em 2000/2001, culminando com o título conquistado em cima do Vasco, no Maracanãzinho. O time campeão, comandado pelo técnico Luizomar de Moura, contava com jogadoras como Virna, Leila, Valeskinha, Arlene, a líbero Josiane e a norte-americana Tara Cross. No extinto Brasileiro, o Rubro-Negro levantou o troféu em 1968 e 1970.

Apesar de ter feito boas campanhas nas competições juvenis femininas em 2017, o Flamengo passou o ano em branco. O melhor resultado foi o vice do Torneio Início sub-20 feminino do Rio de Janeiro. O Fla também foi terceiro no Brasileiro Interclubes sub-18 e na Taça Paraná sub-20, quarto na Copa Cidade Maravilhosa sub-20, quinto no Brasileiro Interclubes sub-20 e caiu na semifinal do Campeonato Estadual sub-20. Porém, a geração é bem-vista e será aproveitada.

— Agora, na virada do ano, reforçaremos bastante a equipe juvenil com atletas de ponta nessa categoria. Em algum momento, ainda no primeiro semestre, formaremos a comissão técnica que liderará o projeto. Em meados de 2018, começaremos a contratar algumas atletas adultas que estarão compondo o time e disputando o Estadual ao longo do segundo semestre. No final de 2018, estaremos prontos para a Superliga B  — informou o vice-presidente dos Esportes Olímpicos.

Anteriormente, Alexandre Póvoa havia informado que já mantem contato com potenciais profissionais para a comissão técnica e acompanha a Superliga A, para, na reta final da competição, enxertar a equipe rubro-negra com jogadoras-chave de cada posição.

Outras modalidades:

Outro objetivo da diretoria rubro-negra é de reforçar as equipes de alto rendimento do judô e da natação. “Estamos com o mesmo projeto, de priorizar o reforço da base e enxertar com atletas adultos, para voltar às competições nacionais. Sem nenhuma megalomania, a ideia é, gradativamente, ano a ano, ir reforçando cada projeto”, falou Póvoa. A prática do tênis, por sua vez, continuará apenas nas escolinhas rubro-negras, ainda fora do cenário competitivo.

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