Obrigado, Pet! 43 vezes obrigado!

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Do que um jogador precisa para ser eternizado na história do futebol mundial? Conquistar uma Bola de Ouro da FIFA? Ganhar uma Copa do Mundo? Ser campeão de uma Champions League? Brilhar com a camisa do Real Madrid? Neste último quesito, Dejan Petkovic, que hoje (10.09) completa 43 anos, até passou perto de conseguir. Disputou algumas partidas pelo clube espanhol, marcou um gol, mas precisou de muito menos para se tornar um ídolo de milhões. Um Campeonato Carioca foi o suficiente. Aos 43 minutos do segundo tempo, o torneio de pequena expressão em relação aos citados se tornou mais importante que todos eles. Nada na vida de um jogador pode representar tanto quanto um gol no último fio de esperança do torcedor, contra o seu maior rival, dentro do templo sagrado do futebol.

fu42705117A cobrança de falta nos instantes que antecediam o último apito do juiz na decisão do Carioca de 2001 poderia ter tido vários enredos. Podia ter sido cobrada por outro pé, já que o camisa 10 rubro-negro não entraria em campo naquela tarde. A bola podia ter ido para fora, ou parado nas mãos do goleiro, como já havia acontecido nas faltas anteriores. Quis o destino que fosse aquela cobrança. O momento máximo na carreira de um atleta. E, como se estivesse em câmera lenta, a bola estufou as redes. Nem o mais fanático torcedor do Flamengo, ou o mais pessimista vascaíno, esperava um êxtase ou decepção com tamanha proporção. Naquele momento, a falta da entrada da área, um pouco mais distante, foi cobrada por um verdadeiro camisa 10 da Gávea.

26_MHG_petkovic00314 anos depois, os flashes daquele lance continuam na mente de quem viu e/ou ouviu. E foram tantas vezes relembrados em 2009, quando aquele camisa 10 voltou à Gávea para vestir a 43. Era o mais velho do time, mas jogava com a empolgação de um menino que estava realizando um sonho de infância. Na segunda passagem, já não tinha mais a necessidade de provar nada para ninguém. A história já estava escrita, e o que viesse seria lucro. Como “lucro”, teve 14 novos gols, dois deles olímpicos, cobrou o escanteio que culminou com o gol de Ronaldo Angelim, o do hexacampeonato brasileiro rubro-negro, e ainda faturou sua terceira bola de prata, como melhor meia da competição nacional.

Fla hexa.02Ah, Petkovic… O sérvio de duas nações que, por ironia do destino, disputou apenas seis partidas oficiais pela sua seleção, quando ainda era a Iugoslávia. Que azar dos sérvios. Por aqui, não aprendeu português o suficiente para descrever a torcida do Flamengo, mas fez mais do que o suficiente para ser considerado “O Gringo” mais amado do Brasil e ter seus pés na gravados na calçada da fama do Maracanã. E, como diria Éverton Silva, “f***-se o pênalti!”. Obrigado, Pet! 43 vezes obrigado!

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