Pobres coitados os que duvidam do Flamengo

Quando se sentir desacreditado, olhe para trás. Lembre das cobranças de falta de Petkovic que não entraram durante 88 minutos. Lembre  do time de 2007, que brigava para não cair. E do de 2009, tão desacreditado. Lembre das finalizações de Adriano, que entraram 19 vezes no Campeonato Brasileiro, mas não quiseram entrar no jogo que mais importava em 17 anos. Viaje para 2013 e recorde Elias, que entrou na epopeia histórica do Flamengo no Maracanã. Vá mais além. Lembre do começo de tudo, do primeiro barco, a Pherusa, que afundou. E de Joaquim Bahia, que enfrentou a tempestade e voltou à praia nadando para buscar ajuda pros companheiros.

Nunca foi fácil. Não seria agora. E, se fosse, não seria Flamengo. Quando tudo parece estar perdido, a falta do Petkovic entra. O time consegue uma arrancada. Duas. Os zagueiros fazem gol. O volante também. Surge um novo herói, um novo barco, uma nova história. Enfim, um novo motivo para acreditar. Sempre foi assim.

Se em algum momento o torcedor rubro-negro deixar de acreditar, há algo de muito errado. Não com o time, nem com a circunstância, mas com o próprio torcedor. O rubro-negro acredita mais do que os outros. Mesmo que a bola não entre. Mesmo que o Maracanã se cale. Mesmo que o barco afunde. Ou que o manto sagrado desbote. Ainda que desbotado, continuará envergando o varal. Pobres coitados os que duvidam do Flamengo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *