Tem mulher no Flamengo! Entrevista com Nivinha, a youtuber rubro-negra

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Nivinha: rubro-negra antes mesmo de ser concebida (Foto: Dirceu Junior)

Nívea de Paula Richa (mais conhecida como Nivinha) tem 34 anos e atualmente conta com 25.200 inscritos em seu canal no youtube, que alimenta com vídeos pós-jogo do Flamengo no Maracanã, em caso de jogos em que o time é o mandante, e em sua casa quando o time é visitante. Em média, são 15.000 visualizações por vídeo, além dos mais de 21.500 likes no facebook, 15.700 seguidores no Twitter e 10.000 no instragram.

O sucesso nas redes sociais e a paixão pelo Flamengo, além de sua beleza, atraem vários admiradores na internet e no estádio. Por essas e outras, Nivinha foi a convidada para estrear a série “Tem mulher no Flamengo”, que entrevistará as rubro-negras que, de alguma forma, representam o Mais Querido. Confira a entrevista da Nivinha.

iFN: Como você começou a se interessar por futebol? E ser torcedora do Flamengo?

Desde pequena eu gosto muito. Minha mãe dizia que eu conseguia achar futebol na TV em qualquer horário. Os meus dois irmãos influenciaram muito pra eu ser assim. Sou Flamengo antes de ser concebida, certeza… (risos).

iFN: Seu canal hoje é bem visualizado, abrange um grande público. No começo foi complicado fazer os vídeos? Foi complicado pra chegar onde você se encontra?

No começo era muito tranquilo, porque eu nunca tive a intenção de chegar com o canal onde cheguei. Fazia por hobby. Depois que foi pro globoesporte.com o acesso cresceu muito e hoje continua assim. Virou trabalho também. Às vezes dá problema (como internet que cai e vídeo que está com som ruim), mas nada que não consiga resolver.

iFN: Ainda hoje é raro ver mulher fazendo comentários tão sensatos sobre o futebol. Para muitos, ainda existe uma imagem de que o esporte é masculino. Como você lida com os comentários positivos das pessoas em relação aos seus vídeos?

Hoje eu lido bem tanto com os comentários positivos, quanto com os negativos. Sempre vão ter os valentes de internet. No começo eu ficava mal com xingamentos (têm muitos), hoje eu dou atenção para o que é importante. Quem não acrescenta em nada eu passo batido. E os comentários positivos me mostram que é pra eu seguir.

11904098_10200822735566519_4669835818481359066_niFN: Como surgiu a ideia de criar o canal e fazer os pós-jogos no Maracanã?

Surgiu do nada, eu queria guardar e ter pra mim. Aí passei a fazer quando ia ao estádio e colocava no meu blog, o nivinha.com (essa ideia veio de um cara que seguia no twitter e me disse pra fazer sempre). Depois comecei a postar no GE, todo jogo, a convite do Arthur Muhlemberg. Fazia pré-jogo e depois passei a fazer o pós (o que faço até hoje). Foi quando passei a fazer em casa, no bar, etc.

iFN: Atualmente você é uma grande figura feminina que representa o Flamengo. Como vocêlida se vendo como essa figura?

Representar o Flamengo. Nunca vou me acostumar em ouvir isso. Hoje eu consigo ter a noção que levo o Flamengo para perto de muitas pessoas que não têm essa oportunidade – e eu me emociono muito quando leio isso. Ver também muitas meninas falando “Caraca, você é igual a mim com futebol!” me mostra a importância que posso ter para diminuir o machismo que tem no meio. Mulher não está lá para ver homem. Admiramos homens bonitos e fazemos elogios, mas o foco é o Flamengo, é o jogo. Ponto.

iFN: Você demonstra muita emoção não só nos pós-jogos no Maracanã, mas também quando o jogo é fora de casa. Assistir e ir aos jogos do Flamengo é a coisa que mais te emociona?

Ver o Flamengo é o programa que mais gosto de fazer. A minha semana muda após uma vitória, um campeonato. E quem convive comigo já sabe disso e se prepara.

iFN: Pra terminar: você pensa em novidades futuras para o canal?

Eu tenho pensado em algumas coisas novas e em retomar outras que há um tempo não faço – como o Conversa Flamenga.

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